quarta-feira, 11 de agosto de 2004

L`amour, toujours.

O que me prende em campo aberto?
O que me tira de casa e me traz de volta embotada?
O que me tira a fome para devolvë-la sem o sabor dos alimentos?
O que me acorda de um sono bom, mas ainda assim com um sorriso?
E me põe um sorriso. Franco, irönico, cego, bëbado. E sorriso tenso de morder o lábio?
O que me apresenta à incoerëncia? - Muito prazer.
Me empurra à fraqueza. -Desculpe! Com licença. (preciso respeitar a fraqueza)
E me faz chorar com os arroubos de quem o faz. Na televisão, inclusive.
E eu perdi a vontade do esconderijo, da ambigüidade, da elaboração. E eu me exponho sem duplo sentido. Ou quase.
Mesmo porque em nada, e menos ainda aqui, há sentido.
- E qual o Norte, ao menos isso?
L`amour, toujours!

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