para o mundo, bem dentro do que eu escondo.
Então me pergunto:
se só eu vi beleza, houve mesmo beleza? Ela esteve naqueles lugares?
Poderia eu pensar que, se não esteve, ainda assim esteve em mim?
será que eu podia ser a dona exclusiva dessa beleza?
Eu não queria perdê-la, mas, sendo só minha, ela é tão afiada que me sagra três ou quatro gotas a cada manhã, dez ou quinze segundos depois que eu acordo.
Pede prá ir embora, beleza não se prende.
Ainda que sendo só minha, que só meu olho meio cego pôde ver, ainda assim tem de ir embora?
E o que me fica no lugar, o sono? ou a paz?
(suspiro)
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