A tua alma em minha palma. A tua intimidade mais renegada, tão inutilmente ignorada, em mim, há tanto, guardada. Aí foges, temes.
O teu corpo, sei de cor. A tua alma, presa. Então não me olhas. Te expões, assim.
Deixa-te comigo. Guardo-te como se tu eu mesma foste. Esquece-te de ti em mim. Ainda que eu não te esqueça, não me teme.
Somente és meu sem sê-lo. És meu porque te desvendo.
Mas, do que é meu, só divido um pouco, e este pouco não é tu.
Vai, vai sem medo. De me olhar. Queres algo? Toma a minha palma. Toma ambas as palmas.
Faz delas o que entenderes. Serão tuas e minhas.
Leva-as para ti se isso te traz força. O teu revide. A minha liberdade
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